Curadoria e boas práticas para design, manutenção e "poda" de Skills…
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diff.
14. Melhore a skill 1% por dia⌗
Ele defende tratar skills como sistemas vivos. Cada uso deve gerar aprendizado. Melhorias pequenas e constantes tornam a skill muito mais forte com o tempo.
15. Peça uma nota no final⌗
A skill pode terminar perguntando:
De 0 a 10, como foi essa execução?
Se a resposta for 7, ela deve perguntar:
Por que foi 7 e não 10?
Isso cria um ciclo de melhoria contínua.
16. Para skills de escrita, defina regras de voz⌗
Skills de copy, proposta, roteiro ou conteúdo precisam ter regras claras de tom e estilo.
Exemplos:
- evitar linguagem genérica
- evitar bajulação
- evitar travessões em excesso
- usar frases mais diretas
- manter o tom da marca
- seguir exemplos de voz
17. Faça auditorias sérias⌗
Use prompts de auditoria para revisar skills que performaram mal. A ideia é tratar como uma revisão de engenharia, não como uma sugestão rápida.
Checklist da auditoria:
- ler a skill inteira
- identificar o que falhou
- revisar nome e descrição
- checar gatilhos
- procurar sobreposição com outras skills
- avaliar se deveria ser skill ou outro recurso
- propor mudanças concretas
- mostrar o diff
18. Rode a skill “a frio”⌗
Teste com um prompt vago para ver se a skill certa dispara. Se ela não for acionada, talvez o nome ou a descrição estejam ruins.
19. Verifique o orçamento da descrição⌗
A descrição precisa ser curta, mas suficientemente forte. O objetivo é caber no limite útil e ainda comunicar claramente quando a skill deve ser usada.
20. Procure sobreposição com grep⌗
Use busca textual para encontrar skills com termos parecidos. Isso ajuda a identificar redundância, nomes próximos e funcionalidades duplicadas.
Os 8 hacks finais resumidos⌗
- Rode frio — teste com prompt vago.
- Confira o orçamento — descrição curta e forte.
- Identifique a lacuna da entrevista — faça a skill perguntar antes.
- Defina regras de voz — especialmente para escrita.
- Adicione reflexão — peça análise no final.
- Procure sobreposição — encontre skills repetidas.
- Questione a primitiva — skill, regra, CLI, API, hook ou automação?
- Otimize o prompt — use auditoria para melhorar a skill.
Ideia central⌗
O grande ponto é: não use skill como muleta para tudo. Uma boa stack de skills deve ser enxuta, clara, sem sobreposição, com gatilhos fortes, feedback no final e melhoria contínua.
Dicas importantes⌗
1. Não acumule skills como coleção⌗
Critica quem instala dezenas de skills só porque parecem úteis. Muitas nunca são acionadas, ficam obsoletas e só aumentam ruído. O ideal é ter menos skills, mas melhores.
2. Skills demais podem deixar o modelo mais confuso⌗
Cada skill consome um pouco de contexto. Quando você soma skills, regras, arquivos antigos, histórico, Claude.md e chamadas de ferramentas, fica mais difícil entender por que o modelo errou ou acionou a skill errada.
3. O nome da skill precisa ser muito claro⌗
O nome deve ser curto, específico e diferente dos outros. Se você tem skills com nomes parecidos, o modelo pode se confundir e escolher a errada.
Exemplo ruim:
- Daily planner
- Daily standup
- Morning routine
- Today’s tasks
Todas parecem próximas demais.
4. A descrição precisa ter gatilhos fortes logo no começo⌗
A descrição da skill não deve ser um textão. Ela precisa explicar rapidamente quando usar aquela skill. Se a descrição for longa demais, partes importantes podem ser cortadas, então os gatilhos principais precisam aparecer no início.
5. Faça a skill entrevistar o usuário antes de agir⌗
Uma dica forte é usar um mecanismo de perguntas antes da execução. Em vez da skill sair produzindo com pouca informação, ela deve perguntar o que precisa saber.
Exemplo:
Antes de gerar a proposta, pergunte o nome da empresa, objetivo, público, tom desejado, prazo, formato e restrições.
Isso reduz respostas genéricas.
6. Use reverse meta prompting⌗
Depois de uma sessão ruim ou cheia de ajustes, não basta corrigir o resultado. Peça para o modelo analisar o caminho ideal que teria levado ao resultado final mais rápido.
Prompt útil:
Com base em toda essa sessão, mapeie o caminho crítico que teria nos levado do ponto A ao resultado final muito mais rápido. Depois, proponha melhorias concretas para a skill para evitar esses erros na próxima vez.
7. Nem tudo deve virar skill⌗
Reforço que algumas coisas funcionam melhor como:
- regra
- Claude.md
- comando CLI
- hook
- função Python
- automação
- chamada de API
Skill é uma sugestão para a IA. Já scripts, hooks e automações são mais determinísticos.
8. Se o processo é previsível, automatize⌗
Se a tarefa sempre segue os mesmos passos, talvez uma skill seja o formato errado. Processos repetitivos e previsíveis podem funcionar melhor como automação, script ou comando.
9. Use progressive disclosure⌗
A skill ideal não despeja tudo no contexto de uma vez. Ela separa informações em camadas:
- frontmatter com nome, descrição e gatilho
- corpo principal da skill
- arquivos de referência
- scripts opcionais
Assim, o modelo só acessa o que precisa quando precisa.
10. Evite skills gigantes em formato de bloco único⌗
Skills com muito texto misturado viram ruído. O ideal é dividir o conteúdo em seções claras ou arquivos auxiliares, para não carregar informação desnecessária o tempo todo.
11. Consolide skills parecidas⌗
Se você tem várias skills parecidas, junte em uma só. Isso reduz competição entre skills e melhora a chance de o modelo acionar o recurso certo.
Prompt útil:
Analise estas skills e consolide as funções sobrepostas em uma única skill mais clara, com nome único, descrição objetiva e gatilhos bem definidos.
12. Teste a skill com subagentes⌗
Usar agentes para testar a skill antes do uso real. Um agente pode simular usuários diferentes, e outro pode auditar redundâncias, falhas estruturais e problemas de UX.
Prompt útil:
Crie subagentes para testar esta skill. Um deve simular diferentes perfis de usuários e encontrar fricções de UX. Outro deve auditar redundâncias, sobreposições e fraquezas estruturais. Depois, liste problemas de alto, médio e baixo impacto.
13. Transforme feedback em edição do SKILL.md⌗
Quando uma skill falha, não corrija só a saída. Corrija a skill.
Prompt útil:
Reflita sobre como essa sessão acabou de acontecer. Critique o SKILL.md desta skill com base no que ela errou. Depois proponha uma edição concreta que corrija as lacunas. Mostre um
Hacks principais para melhorar e “podar” skills:
-
Run it cold / Rode frio Teste a skill com um prompt bem vago para ver se ela é acionada corretamente. Se não acionar, o nome ou a descrição estão fracos.
-
Check budget / Confira o orçamento A descrição da skill precisa ser curta, clara e forte nos gatilhos. Se for longa demais, pode ser cortada e perder palavras importantes.
-
Interview gap / Lacuna da entrevista Faça a skill entrevistar o usuário antes de executar. Ela deve perguntar o que precisa saber para entregar melhor.
-
Voice rules / Regras de voz Para skills de escrita, defina regras de tom: evitar texto genérico, bajulação, travessões em excesso, linguagem robótica etc.
-
Reflection step / Passo de reflexão No final, peça para a skill refletir sobre a sessão: o que funcionou, o que falhou e o que deve melhorar.
-
Grep overlap / Buscar sobreposição Procure skills parecidas ou redundantes. Se duas skills fazem quase a mesma coisa, consolide em uma só.
-
Wrong primitive / Primitiva errada Pergunte se aquilo deveria mesmo ser uma skill. Às vezes é melhor ser regra, Claude.md, CLI, hook, script, automação ou chamada de API.
-
Optimize prompt / Otimize o prompt Use um prompt de auditoria para revisar a skill que performou mal, encontrar falhas e propor uma edição concreta no
SKILL.md.
Além desses 8, também reforça dois hacks gerais: usar o “ask user input tool” para a skill fazer perguntas antes de agir e usar reverse meta prompting, ou seja, pedir ao modelo para analisar o caminho ideal depois de uma sessão ruim e transformar isso em melhoria da própria skill.
Use este prompt para melhorar as Skills sempre após ter rodado.
Transcrição em inglês:
Reflect on how that session just went. Critique the client-proposal-draft skill's SKILL.md against what it got wrong. Then propose a concrete edit to the SKILL.md that fixes the gaps. Show me a diff.
Tradução para português:
Reflita sobre como essa sessão acabou de acontecer. Critique o arquivo SKILL.md da skill de rascunho de proposta para cliente com base no que ela errou. Em seguida, proponha uma edição concreta no SKILL.md que corrija as lacunas. Mostre-me um diff.
Aqui vai um resumo dos principais tópicos:
1. Acúmulo de skills pode atrapalhar⌗
Ter muitas skills instaladas dá uma falsa sensação de segurança. Na prática, a maioria é pouco usada, pode ficar desatualizada, gerar ruído no contexto e até trazer riscos se vier de fontes desconhecidas.
2. Skills consomem contexto⌗
Mesmo que cada skill pareça pequena, todas carregam tokens quando a sessão começa. Com o tempo, isso se soma a arquivos, regras, histórico e chamadas de ferramentas, deixando o modelo menos preciso e mais confuso.
3. Nome e descrição precisam ser claros⌗
O nome da skill deve ser curto, específico e diferente dos demais. A descrição precisa indicar claramente quando a skill deve ser usada, sem depender de textos longos demais, já que partes da descrição podem ser cortadas.
4. Evite skills sobrepostas⌗
Skills com nomes parecidos, como “daily planner”, “daily standup”, “morning routine” e “today’s tasks”, podem competir entre si. O ideal é consolidar skills parecidas para reduzir confusão e melhorar o acionamento correto.
5. Nem tudo deve virar skill⌗
Alguns processos funcionam melhor como regras, entradas no Claude MD, comandos CLI, hooks, automações ou scripts. Se o processo é previsível e repetitivo, uma automação ou função determinística pode ser melhor do que uma skill.
6. Boas skills usam divulgação progressiva⌗
Uma skill bem construída não despeja todas as instruções de uma vez. Ela organiza funções em partes separadas, permitindo que o modelo acesse apenas o que é necessário em cada situação.
7. Skills devem entrevistar o usuário⌗
Para aumentar a chance de sucesso, uma boa skill pode fazer perguntas antes de executar a tarefa. Isso ajuda a coletar informações essenciais e evita resultados genéricos ou incompletos.
8. Use reflexão para melhorar skills⌗
Após uma sessão ruim ou mediana, vale pedir ao modelo para analisar o que deu errado, mapear o caminho ideal e propor melhorias concretas na própria skill. Essa prática transforma a skill em algo cada vez mais eficiente.
9. Teste a skill antes de confiar nela⌗
Uma técnica recomendada é pedir que subagentes ou simulações testem a skill com diferentes perfis de usuários. Isso ajuda a encontrar redundâncias, falhas de UX e problemas estruturais antes do uso real.
10. As 8 dicas práticas finais⌗
1. Rode a skill “a frio” Use um prompt vago para ver se a skill correta é acionada.
2. Verifique o orçamento de descrição A descrição deve ser clara o suficiente para disparar a skill, mas enxuta.
3. Faça a skill perguntar antes de agir Inclua perguntas iniciais para coletar informações importantes.
4. Defina regras de tom e escrita Para skills de copywriting, inclua padrões de linguagem, estilo e restrições.
5. Peça nota da experiência A skill pode perguntar ao final: “De 0 a 10, como foi esta execução?”
6. Use o feedback para melhorar Se a nota for menor que 10, peça o motivo e transforme isso em melhoria.
7. Questione se a skill é o formato certo Pergunte se aquilo deveria ser uma skill, regra, comando, automação ou outro recurso.
8. Faça auditorias sérias da skill Use prompts estruturados para revisar a skill contra boas práticas, identificar falhas e propor ajustes.
Resumo geral⌗
A mensagem central é: não empilhe skills sem critério. O ideal é manter um conjunto enxuto, seguro, bem nomeado, com descrições objetivas, funções bem separadas, boa experiência de uso e melhoria contínua baseada em testes e feedback.
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