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Reflexão sobre o caso Segway como estudo de inovação mal posicionada…

INEMA.TDS · 2025-12-26 · ~1 min · ver no Telegram ↗

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No início dos anos 2000, a Segway foi anunciada como uma revolução.

Antes mesmo de ser lançada, executivos, investidores e jornalistas diziam: “Vai mudar as cidades.” “Vai substituir carros.” “Vai reinventar o transporte.”

A empresa alimentou isso.

Conversou com governos. Ouviu urbanistas. Testou ideias com usuários. Tentou agradar todo mundo.

O problema? Ninguém sabia exatamente para que o produto servia.

O Segway era inovador. Tecnologicamente brilhante. Mas sem um uso claro.

Clientes diziam querer: Transporte urbano. Soluções para cidades. Alternativa ao carro.

A Segway acreditou. E construiu uma narrativa gigante.

Preço alto. Expectativa absurda. Promessa de transformação social.

Quando o produto chegou ao mercado, a realidade apareceu.

Ele não cabia nas calçadas. Não era permitido em ruas. Não substituía carros. Não resolvia o “último quilômetro”.

As pessoas achavam interessante. Mas não essencial.

O público não queria o futuro. Queria algo simples, barato e prático.

A Segway vendeu muito menos do que prometeu. Cidades não adotaram. Consumidores não compraram em massa.

A startup quase quebrou.

O produto não era ruim. O problema era a expectativa.

Com o tempo, a Segway encontrou seu verdadeiro mercado: Segurança. Turismo. Armazéns. Uso corporativo.

Longe da visão grandiosa inicial.

A lição não é que clientes não importam. É que clientes não sabem prever o futuro.

Eles descrevem problemas atuais. Não imaginam soluções novas.

Se Henry Ford tivesse perguntado o que as pessoas queriam, teria ouvido: “Cavalos mais rápidos.”

A Segway tentou agradar todas as visões. E quase perdeu a própria identidade.

Inovação não nasce de consenso. Nasce de clareza.

Ouvir clientes é essencial. Obedecer cegamente é perigoso.

Porque o futuro raramente é óbvio. E quase nunca vem do que as pessoas pedem.

O Foco no Futuro - SegWay

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