Análise de como profissionais e empresas devem se posicionar na era…
INEMA
Ganhar com IA não significa, necessariamente, abrir uma agência de automação. Essa é uma opção viável, mas não é o único caminho — e talvez nem seja o melhor para a maioria das pessoas.
A ideia central é que as empresas estão redesenhando cargos e lideranças por causa da IA. Segundo o vídeo, um estudo da IBM com 2.000 CEOs mostra que o cargo de Chief AI Officer cresceu muito, mas a oportunidade maior não está apenas nesse cargo: está em pessoas de todas as áreas se tornarem fluentes em IA dentro de suas funções.
O autor destaca dois caminhos principais:
- Caminho externo: atuar como consultor, freelancer ou agência de IA, resolver problemas para empresas e, eventualmente, ser contratado internamente.
- Caminho interno: continuar no emprego atual, tornar-se a pessoa mais fluente em IA da equipe, automatizar processos, mostrar economia de tempo e ser promovido ou reconhecido por isso.
O ponto mais importante é que a adoção de IA nas empresas ainda é baixa. Muitos funcionários têm capacidade de aprender, mas poucos usam IA no dia a dia. Isso cria uma grande oportunidade para quem consegue ligar as ferramentas de IA aos fluxos reais de trabalho e demonstrar resultados práticos.
Também alerta que a pessoa não deve tentar copiar um modelo que não combina com ela. Quem não gosta de vendas talvez sofra tentando abrir uma agência. Em vez disso, o melhor caminho é aplicar IA naquilo que a pessoa já conhece e gosta: marketing, finanças, operações, atendimento, saúde, educação ou qualquer outra área.
Resumo em uma frase: A melhor oportunidade com IA pode não ser abrir uma agência, mas se tornar a versão “AI-native” daquilo que você já faz bem — usando IA para melhorar processos, ganhar produtividade e se tornar indispensável dentro da sua área.
A IBM resumiu um estudo global com 2.000 CEOs em 33 geografias e 21 setores, conduzido com a Oxford Economics entre fevereiro e abril de 2026. A tese central é que a IA está levando CEOs a redesenhar a alta liderança, os processos decisórios e a estrutura operacional das empresas.
Principais pontos:
- O cargo de Chief AI Officer disparou: 76% das organizações pesquisadas têm um CAIO em 2026, contra 26% em 2025.
- C-suites “AI-first” avançam mais rápido: empresas que redesenham a liderança com foco em IA escalaram 10% mais iniciativas de IA em toda a organização.
- IA já influencia decisões estratégicas: 64% dos CEOs dizem estar confortáveis em tomar grandes decisões com base em inputs gerados por IA.
- Governança virou prioridade: 83% dizem que “soberania de IA” é essencial para a estratégia de negócios.
- A adoção ainda é baixa: só 25% da força de trabalho usa IA regularmente, embora 86% dos CEOs acreditem que seus funcionários tenham habilidades para colaborar com IA.
- RH ganha mais importância: 59% dos CEOs dizem que a influência do CHRO deve aumentar, e 83% afirmam que o sucesso da IA depende mais da adoção pelas pessoas do que da tecnologia.
- Requalificação será grande: entre 2026 e 2028, CEOs esperam que 29% dos funcionários precisem ser requalificados para outra função e 53% precisem de upskilling para atuar melhor na função atual.
- Decisões operacionais serão mais automatizadas: até 2030, CEOs esperam que 48% das decisões operacionais codificáveis por regras e guardrails sejam feitas por IA sem intervenção humana, contra 25% hoje.
Em uma frase: o estudo defende que IA não deve ser tratada como uma camada tecnológica adicional, mas como um novo modelo operacional, exigindo mudanças em liderança, governança, talentos e colaboração entre áreas.
IBM e a IA
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